
Toda contratação na Brasilata começa da mesma forma: assinando um contrato com função inventiva. Não é força de expressão nem figura de linguagem de RH. Desde 1987, quando a empresa criou o Projeto Simplificação, cada pessoa que entra por uma das cinco portas fabris da companhia carrega formalmente o título de Inventor, com a expectativa concreta de contribuir com ideias para o negócio, do chão de fábrica à gestão.
Esse compromisso não é simbólico. Ao longo de quase quatro décadas, os colaboradores da Brasilata já registraram mais de dois milhões de ideias, muitas delas transformadas em soluções com patente internacional, como os fechamentos Plus e Biplus, hoje exportados para mais de 15 países. É essa engenharia de participação que explica uma companhia que, aos 70 anos de história, mantém cinco unidades fabris em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Goiás e Pernambuco, e um time que já passa de mil e quinhentos colaboradores.
O crescimento, no entanto, trás uma complexidade que o modelo original, pensado quando a operação cabia em uma única fábrica em São Paulo, não foi desenhado para resolver. Cada unidade responde hoje a exigências regulatórias próprias, atende segmentos de produto diferentes, de latas para alimentos a embalagens para produtos químicos e aerossóis, e vive um ritmo constante de novas contratações.
É exatamente nesse ponto que mora o desafio da empresa hoje: preservar, em cinco fábricas, a mesma consistência de formação e cultura que antes bastava garantir em um único endereço.
A força do Projeto Simplificação sempre esteve na proximidade. Um colaborador testava uma ideia na própria linha, via o resultado, ajustava, e a sugestão seguia para os líderes por meio de conversas diretas. Esse ciclo funcionou por décadas em uma escala em que era possível conhecer praticamente cada pessoa da fábrica pelo nome.
Com cinco unidades operando produtos e processos diferentes, do galão de tinta produzido em Estrela à lata de alimento certificada FSSC 22000 fabricada em Jundiaí, esse mesmo ciclo de proximidade passa a depender de outra engrenagem: a da formação técnica formal, que precisa acompanhar cada nova pessoa contratada e cada nova exigência regulatória, sem depender de quem está fisicamente por perto para explicar como as coisas funcionam por ali.
Não falta interesse dos times em aprender, nem vontade de manter viva a essência de inventar que define a empresa há quase quatro décadas. O que falta é uma estrutura que funcione do mesmo jeito em Jundiaí, em Estrela, em Dorândia, em Rio Verde e em Recife, independentemente de quem está de plantão naquele turno.
Sem um sistema comum de formação, um mesmo cargo pode ser preparado de formas bem diferentes dependendo da unidade em que a pessoa está. Um operador de produção recém-contratado em Rio Verde pode aprender rotinas de segurança de um jeito, enquanto o colega que assume a função em Recife aprende de outro, sem que nenhuma das duas versões fique documentada da forma como auditorias de certificações como ISO, TfS ou as homologações da Marinha e da Abrace costumam exigir.
O mesmo vale para a cultura de sugestões que dá identidade à Brasilata. Se o Projeto Simplificação depender apenas de encontros presenciais e memória institucional, boas ideias testadas em uma fábrica correm o risco de nunca chegar às outras quatro, e o próprio ritmo de renovação de produtos, que levou a empresa a entrar recentemente no segmento de balas e doces e a desenvolver tecnologias como a Hibra, fica mais lento do que poderia.
Principais desafios percebidos:
Esses quatro pontos, tomados em conjunto, revelam menos um problema de disciplina e mais a ausência de uma espinha dorsal digital para a formação.
A pergunta que direciona a jornada é: como garantir que cada uma das cinco unidades da Brasilata forme, credencie e conecte seus Inventores com o mesmo padrão, sem depender da proximidade física entre as pessoas?
Em vez de tirar o colaborador da linha de produção para formá-lo, a formação passa a acontecer dentro do fluxo natural do trabalho, no momento em que ela é necessária e no dispositivo que a pessoa já usa no dia a dia.
Na prática, isso significa que um eletricista de manutenção em Jundiaí, um operador de litografia em Estrela e um assistente de almoxarifado em Recife podem acessar exatamente a trilha que sua função e sua unidade exigem, sem depender de um treinamento genérico que sirva para todo mundo e, por isso mesmo, não sirva bem a ninguém.
O mesmo raciocínio vale para o Projeto Simplificação. Ao ganhar um espaço digital dentro da própria plataforma de aprendizagem, a troca de ideias entre Inventores deixa de depender de estar fisicamente na mesma fábrica e passa a ser parte do ambiente onde as pessoas já aprendem, testam conhecimento e acompanham seu progresso.
Tecnologias e recursos que podem sustentar esse desenho
Seis funcionalidades da plataforma colocam essa proposta em prática, cobrindo desde a organização das trilhas até a comprovação de conformidade diante de auditorias externas.
Ao conectar a estrutura de trilhas ao dia a dia de cada unidade, a expectativa é que a formação técnica e a cultura de invenção da Brasilata ganhem um ritmo mais parecido entre as cinco fábricas, sem depender de quão perto uma pessoa está de quem já sabe fazer determinada tarefa.

Com uma base digital comum entre as cinco unidades, a Brasilata abre espaço para dar passos que hoje seriam mais difíceis de coordenar manualmente, aproximando ainda mais a formação técnica do ritmo de inovação que já é parte da identidade da empresa.
No fim, o que a Brasilata está construindo com a Happmobi não substitui o que sempre fez a empresa: girar a mesma engrenagem, ideia após ideia, entre pessoas que aceitaram, no dia em que assinaram seu contrato, carregar o título de Inventor. A tecnologia apenas garante que essa engrenagem gire com a mesma força em Jundiaí, em Estrela, em Dorândia, em Rio Verde e em Recife, ao mesmo tempo. Afinal, uma empresa que já soma mais de dois milhões de ideias registradas sabe que o que sustenta a inovação não é o tamanho da estrutura, mas a certeza de que cada pessoa, em qualquer unidade, ainda tem espaço para inventar.
+ 1500
Fabricação de embalagens metálicas (aço)
Da experiência do aluno à governança do gestor: as funcionalidades da Happmobi foram desenhadas para simplificar a operação de T&D e acelerar resultados de aprendizagem.


online
Olá! Que bom ter você por aqui!
Me conta: Qual é o seu e-mail corporativo
e que tipo de solução em educação digital corporativa você procura?